12 de Agosto de 2017 - 11h21
Roberto Stuckert Filho
Em entrevista à BBC, Dilma comparou a atual crise na Venezuela ao que foi o início das guerras no Afeganistão e no Iraque

Em entrevista à BBC, Dilma comparou a atual crise na Venezuela ao que foi o início das guerras no Afeganistão e no Iraque

Dilma compara crise na Venezuela ao início de guerras no Oriente Médio


A ex-presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta sexta-feira (11), em entrevista à emissora britânica BBC, que considera “irresponsável” a visão do Ocidente sobre a Venezuela e apontou como “absurdo” o tratamento da imprensa internacional ao país. Para ela, "Vão criar, aqui na América Latina, depois de 140 anos de paz, um grande conflito armado, assim como fizeram no Iraque e no Afeganistão".


“Eu acredito que a visão que se divulga no Ocidente a respeito da Venezuela é irresponsável. Acho um absurdo o tratamento da imprensa internacional à Venezuela. Vão criar, aqui na América Latina, depois de 140 anos de paz, um grande conflito armado, assim como fizeram no Iraque e no Afeganistão”, disse.

Dilma foi questionada sobre se acreditava que Maduro era responsável pela situação na Venezuela. Não vou culpar apenas o Maduro. Existe um conflito. É que nem o que fizeram com o Saddam Hussein. O criminoso era o Saddam Hussein. Mataram-no da forma mais bestial possível. Quando fizeram isso, destamparam a caixa de pandora e saíram todos os monstros possíveis”, afirmou.

A ex-presidente brasileira defendeu a negociação para o conflito da Venezuela. “Eu não acho que a questão é ficar falando mal do Maduro. Na Venezuela estão lidando com forças sociais reais. Se querem guerra civil, terão. Com ou sem Maduro. Há um conflito lá. Não posso ser irresponsável e ser a favor de que o conflito seja resolvido intensificando a contradição. Ou tenta-se construir uma solução pacífica ou vai ter guerra civil. Os dois lados estão armados.”

A Venezuela atravessa um período de aguda crise política, que culminou com a eleição da Assembleia Constituinte, convocada por Maduro sob protestos da oposição e de parte da comunidade internacional. Após a realização da votação, os EUA impuseram sanções a funcionários do governo venezuelano, incluindo o presidente.


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Fonte: Opera Mundi




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