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19 de maio de 2017 - 12h39

Crescem denúncias de abuso sexual de crianças e adolescentes


Reprodução
   
Segundo ONGs que tratam do tema, o crescimento da denúncias se dá pelo aumento de canais de informação. Entretanto, elas alertam que faltam políticas públicas efetivas de prevenção do crime e de atendimento às vítimas.

"O aumento deste número, mas, não, positivamente, foi importante para que a gente mostre com os canais de denúncia tem sido ampliado em todo o território nacional. Então, você consegue aumentar o número de denúncias que chegam", explica Carlos Alberto de Souza Junior. do Comitê de Combate ao Abuso de Crianças e Adolescente, em entrevista à TVT.

No Jardim Ângela, periferia da zona sul de São Paulo, a ONG Serviço de Proteção a Vítimas de Violência atende 130 famílias em situação de vulnerabilidade social e 80% delas tem casos de abuso sexual de crianças e adolescentes.

A psicóloga da instituição, Cristiane Godinho, explica que para combater o problema é feito um trabalho de conscientização. "Nós fazemos esse trabalho de prevenção nas escolas, na comunidade, sempre de levar a temática para esses espaços, fazendo com que essas crianças possam ter uma noção maior do que significa essa violência. Quando a gente fala com uma criança de oito a 12 anos a gente mostra que abuso é esse, para que ela possa identificar o toque permitido e não permitido."

Segundo Carlos Alberto, há um déficit de políticas públicas no combate e prevenção. O advogado Ariel de Castro Alves, do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe-SP), defende a criação de uma delegacia especializada para atender crianças e adolescentes no estado de São Paulo. "Teria profissionais formados que pudessem ouvir essas crianças, além de ter uma equipe técnica, com psicólogos, assistentes sociais, que garantiriam um atendimento adequado."

Há 17 anos, o governo federal criou o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. "Essa data foi criada a partir do caso da menina Araceli, no Espírito Santo, em 1973, que foi abusada e depois assassinada. Como os autores do crime eram pessoas de influência política e econômica do estado, ninguém foi punido pelo que ocorreu. A data foi criada para combater esse tipo de impunidade", explica Ariel.


Fonte: RBA

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