20 de Abril de 2017 - 19h01

Estatais da China continuam esforços para cortar capacidade excessiva


As empresas estatais administradas pelo governo central da China prometeram continuar cortando a capacidade excessiva de produção em alguns setores industriais, com objetivo de reduzir a capacidade de aço em 5,95 milhões de toneladas e a de carvão em 24,73 milhões de toneladas.


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Usina elétrica produzida pelo Grupo China Huaneng, uma das maiores do país e que foi instalada no subúrbio de Pequim.

Usina elétrica produzida pelo Grupo China Huaneng, uma das maiores do país e que foi instalada no subúrbio de Pequim.

"Os planos detalhados já foram feitos pelas empresas estatais centrais", disse uma fonte que prefere não se identificar.

Por exemplo, o Grupo Huaneng da China, uma empresa de eletricidade, está considerando cortar 9,14 milhões de toneladas de capacidade de produção de carvão até o final de 2018 e tratar com 16 das "empresas zumbis" do grupo.

A Companhia do Grupo Poly da China, um conglomerado estatal, tem prometido fechar as minas de carvão ineficazes e reorganizar 39 das suas empresas subordinadas para elevar lucros.

Os últimos esforços das empresas estatais reforçarão os seus êxitos alcançados em 2016 no corte de capacidade excessiva.

No ano passado, as empresas estatais reduziram a capacidade de produção de aço em mais de 10,19 milhões de toneladas e a capacidade de carvão em mais de 34,97 milhões de toneladas, ambos ultrapassando as metas anuais.

O corte de capacidade feito pelas empresas estatais é somente parte do maior panorama da China na redução da capacidade excessiva.

O país planeja cortar a capacidade de produção de aço em cerca de 50 milhões de toneladas e pelo menos 150 milhões de toneladas de carvão neste ano, uma principal parte da reforma do lado da oferta do país.

Para elevar a qualidade e a eficiência do crescimento, a China começou a sua reforma estrutural no lado da oferta em 2015 para cortar capacidade excessiva, reduzir estoque, desalavancar, reduzir custos e reforçar pontos fracos.

"A reforma das empresas estatais da China é um elo importante para impulsionar a reforma estrutural do lado da oferta", disse Li Jin, pesquisador-chefe do Instituto de Pesquisa de Empresas da China.

Reconhecendo a importância das empresas estatais para o crescimento sustentável do país, a China lançou uma série de reformas incluindo cortar capacidade, administrar "empresas zumbis", eliminar níveis excessivos de hierarquia e promover inovação entre as empresas.

A capacidade excessiva, fraca governança corporativa e a baixa produtividade de trabalhadores têm diminuído os lucros das empresas estatais da China, que ficaram piores em 2015.

Em 2016, as empresas estatais da China cortaram 2.730 entidades subsidiárias e pouparam 4,91 bilhões de iuanes nos custos de administração, de acordo com a Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais (CSAAE), o regulador das empresas estatais.

Graças em parte aos esforços, as empresas estatais registraram um aumento leve nos lucros. O crescimento recuperou de uma queda de 5,6% em 2015.

Em 2016, as empresas estatais centrais tiveram um total de 1,23 trilhão de iuanes (US$ 178 bilhões) de lucros, 0,5% a mais na comparação anual, de acordo com a CSAAE.

Este ano, a China prometeu aprofundar a reforma das empresas estatais no seu relatório de trabalho governamental anual, prometendo medidas como introdução de um sistema de propriedade misturada e mais esforços para fazer das empresas estatais mais magras e saudáveis.

A China tem 102 empresas estatais administradas pelo governo central, que dominam a maior parte dos ativos estatais do país.

As estatísticas melhores das empresas estatais contribuíram à economia mais ampla do país, que têm mostrado mais sinais de estabilização desde o segundo semestre de 2016, com os indicadores incluindo os preços de fábrica e lucros industriais registrando melhorias significativas.


Fonte: Xinhua




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