24 de Novembro de 2016 - 12h20

Índice de feminicídios na América Latina é considerado alarmante


Centenas de mulheres são assassinadas na América Latina e no Caribe pelo simples fato de serem mulheres. O feminicídio tem aumentado na região e nos últimos anos o mais grave é que a maioria dos casos fica impune.


Natacha Pisarenko
Manifestação de mulheres na Argentina contra o assassinato de Lucía Pérez

Manifestação de mulheres na Argentina contra o assassinato de Lucía Pérez

Segundo dados da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), pelo menos 12 mulheres morrem todos os dias vítimas da violência de gênero.

O Observatório de Igualdade de Gênero da América Latina e Caribe (OIG) da ONU indica que em 2014, em 25 países da região um total de 2 mil 89 mulheres foram vítimas de feminicídio.

Honduras é o país com o maior número de atentados fatais contra a vida das mulheres, só em 2014 foram 531 assassinatos, isso representa 13 para cada 100 mil mulheres.

De acordo com o OIG, “as taxas mais altas a nível regional correspondem a El Salvador e República Dominicana. Em termos de números absolutos, Argentina e Guatemala estão em segundo e terceiro lugar [respectivamente], com mais de 200 feminicídios cada um em 2014”.

A OIG explica também que as cifras correspondem a “quantificação anual de homicídios de mulheres a partir dos 15 anos de idade assassinadas por razões de gênero”. Dependendo do país os crimes são separados em femicídio, feminicídio ou homicídio, quando são motivados por questões de gênero.

Por outro lado, analistas alertam que apesar de já existirem 15 países na América Latina com leis que incluem o crime de feminicídio, ainda é muito difícil conhecer a magnitude do problema no continente.

Dificuldade em ter acesso aos casos

O estudo A Violência Feminicida no México, Aproximações e Tendências 1985-2014 da ONU Mulheres junto à Secretaria de Governo do México e do Instituto Nacional de Mulheres afirma que “na maioria dos países da região não é possível ter dados de qualidade para conhecer os casos em que o agressor tirou a vida da mulher por questões de gênero”.

Além disso, o estudo publicado em abril deste ano indica que “também não é possível comparar [os crimes] porque procedem de diferentes fontes de dados que se referem a distintos momentos na cadeia jurídica. Mas ainda, em vários países esta informação não é oficialmente coletada”.


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Do Portal Vermelho, com Telesur




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